Gravata Ridícula

Chamo o elevador e aguardo. Um homem se aproxima e, quando o elevador chega, entra antes que eu.

Era um sujeito careca; usava roupa social mas não sabia se vestir. O sapato era marrom, a calça era preta e a camisa era salmão. Mas o destaque ficava por conta da gravata. Era ridícula. Além de usar uma gravata ridícula, não conhece cavalheirismo.

 Quando chegamos ao segundo andar, ele saiu na minha frente. Eu disse em tom de voz normal: “Os cavalheiros primeiro”

Isso é algo que eu faço mas não recomendo que ninguém faça. Quando a gente provoca um desconhecido, precisa ter certeza de que está preparado para enfrentar suas reações.

Eu não tenho certeza, é que eu sou inconseqüente.   

Ofensas

Acabei de fazer o pior macarrão de minha vida. Acho que em toda minha história, nunca consegui fazer um molho tão ruim quanto este. A razão?

Eu fui ofendida enquanto cozinhava. Piquei legumes remoendo palavras amargas.

A única realidade, é que quando alguém chega a proferir impropérios, estas idéias já estavam formadas em sua mente há tempos.

Não adianta depois a pessoa dizer que não acredita naquilo de verdade. Que só falou aquilo para machucar na hora da raiva, mas que não é real. Claro que é real. Você disse. Se chegou a dizer é porque já estava pensando.

É preciso pensar bem antes de falar. Porque ninguém esquece o que ouviu.   

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