Em 2008 o fenômeno se repetiu. Em 2004 eu já assistira atônita a violentas e desnecessárias reformas no trânsito. O que esses dois anos têm em comum? Eleições municipais.
Uma verdadeira palhaçada. Os prefeitos pensam que o povo é otário. Semáforos novos, inversão da mão de ruas, canteiros... Um caos no já caótico trânsito da Grande São Paulo.
O que me irrita mais é que a única intenção disso tudo é mostrar serviço! Um verdadeiro desperdício de dinheiro público. Não melhora em nada a vida do cidadão.
Sei que política é sempre essa merda: lacunas por todos os lados. A direita se preocupa em melhorar a vida dos ricos e a esquerda se preocupa em melhorar a vida dos miseráveis. Quem tem carro fica feliz com os novos viadutos, quem não tem convênio procura atendimento decente no UBS.
Denúncias de corrupção por todos os lados e a esquerda fazendo governo de centro. Eu não vou eleger ninguém. Vou votar em gente que nem aparece nas pesquisas.
Mas não é voto de protesto. Nada mais ridículo do que votar em candidatos engraçadinhos ou famosos. Não consigo entender a pessoa votar num apresentador de TV ou atleta. Só porque gostava do trabalho dele antes pensa que o elemento vai ser um político competente? É muito irritante.
Resolvi escrever este texto porque vi a colocação de radares para fiscalização de velocidade e semáforo em um ponto que vive congestionado. E um outro radar num ponto em que é preciso segurar o carro no freio para que não ultrapasse a velocidade máxima permitida. Trata-se de um declive muito tranqüilo onde sequer havia placa de velocidade máxima. Tudo nessa última semana, a menos de um mês das eleições.
Ora, o prefeito deixou um presente para a arrecadação de seu sucessor. Eu não sou idiota, não mesmo.
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